Efraim Moraes não foi, Aguinaldo Ribeiro também não, muito menos Cícero Lucena, que planejou uma viagem para fora de João Pessoa exatamente no dia da filiação de João Azevedo ao PSB.

Quem não faltou foi a turma do contracheque. De todo o estado, afluiu uma massa claramente desanimada que foi ao evento sob rígida fiscalização de chefes com listas de presença nas mãos.

Quem foi ao ato que lançou a candidatura de Veneziano Vital a governador, certamente notou a diferença. Veneziano não precisou alugar ônibus para encher o Sindicato dos Bancários. Quem foi à reunião, foi espontaneamente.

Outra diferença notável. Enquanto Veneziano recebeu seus apoiadores no Sindicato dos Bancários, tradicional espaço de reuniões populares, João Azevedo escolheu para sua reunião a chiquérrima Maison Blu’nelle, tradicional casa de festas da elite paraibana.

No palanque do ato que lançou Veneziano, não só subiram muitas mulheres, como tiveram grande destaque, como a futura primeira-dama, Ana Cláudia, Márcia Lucena, Cida Ramos e Estela Bezerra.

Agora, preste atenção na foto abaixo e tente encontrar alguma mulher. Misoginia?

Mais uma diferença gritante: enquanto os presentes ao ato em apoio a Veneziano escutaram oradores como Gleisi Hoffman, Ricardo Coutinho, Luiz Couto, os presidentes do Diretório Estadual, Jackson Macedo, e do Diretório Municipal de João Pessoa, Antônio Barbosa, os presentes à festa de filiação de João Azevedo tiveram de escutar Anísio Maia e Frei Anastácio, além do indefectível ex-bolsonarista (isso existe?) e hoje morista (vixi!) Julian Lemos.

Não resisti em colar abaixo o imperdível comentário que Jackson Macedo postou em suas redes sociais sobre esse inusitado encontro.

Enfim, foi uma festa sem brilho e animação, o que combina bem com a raquítica liderança do anfitrião. Como exercício de projeção, exclua a máquina estadual e veja o que resta da “liderança” de João Azevedo. Sobraria pouca coisa, provavelmente nem Anísio Maia.

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